28 de ago. de 2011

Uma grande Mulher



É fundamental que se acredite que o sonho é possível.
Que seu céu e chão são seus maiores limites.
O tempo passa e não é somente para criar barbas
Deixar seus cabelos brancos e em sua pele rugas
que o tempo fez em sua homenagem – somente em sua...
Não há sofrimento desde que você o faça alimentar a sua coragem
Quero falar de pessoas que não usam esse tempo como escudo,
arma para lamentações e tristezas.
Quero falar dessa mulher que já é avó, venceu seus anos de trabalho
E hoje pode desfrutar de seus dias para sorrir e se fazer amar.
De uma mulher que vence desafios, destemida, que voa pelos ares
Na busca de liberdade, de prazer e felicidade – de um poder-ser
ilustrado pelo amor ao próximo, pelo carinho permeado pela força
e competência em todos os segmentos de sua via.
Hoje, essa mesma mulher dança, sorri e nos envia frases assim:



“Para quem não conhece, este era o meu professor de dança solta e que, por questão de horário, fui obrigada a deixá-lo. Sonho em retornar quando largar de vez o meu trabalho que já está bem próximo. Gente, vcs não podem imaginar como é gostoso fazer este tipo de aula e ainda mais com ele, que é animadíssimo e tem um astral fora de série. Divirtam-se com a entrevista.” Cel – Celina Studart de Lavander – bibliotecária há mais de 25 anos

Uma das poucas verdades absolutas é a fé e a perseverânça.
Não se perca procurando outras.
Mnilza
Ago. 2011

23 de ago. de 2011

Paixão Escrava


Dos amores que tive e
em mim estão ausentes
O que sinto por ti escondido,
carente, vaga em tua indigência,
indiferente vivo a querer-te.

Desprezado ao relento, imenso.
Transforma-se em tormento.
Diante de um ódio aparente,
Fere-me com tua arma
e me deixa impotente!...

E por mais que eu tente
Não renego o sentimento
palavras saem da boca
a alma não sente e
o coração desmente.

Buscando a mansidão
A calmaria em meu coração
Torno-me ridiculamente
Escrava dessa paixão.


Postando em maio de 2006






14 de jul. de 2011

Ondas de desejo




De maresia se faz metade de minha alma.
Inquieta, sombria e nostágica.
Há na maré cheia, um vasto clamor
Insaciável, sem bem algum.
E é porque as tuas ondas, desfeitas pela areia,
mais fortes se levantam outra vez.
Após cada queda caminho para a vida,
Por uma nova ilusão entontecida.
Uma fresta de luz me faz
Sentir tua presença, e nela o calor
Do desejo que sinto por ti.

19 de jun. de 2011

Minhas palavras surgem com som dessa música.
O grito é surdo, eu sei – se sei...
Mas, a voz que cantarola dentro de mim é clara
como o sol que brilha em minha janela.
Os donos das vozes que saem da pequena caixinha de som
talvez, sejam além de lindas - bregas.
Não sei sobre os outros adjetivos
que haverão de lhes dar, entretanto, fazem meu ser
repensar sobre os valores que tenho dado:
às pessoas, ao ar que hoje respiro, ao coração que
às vezes bate mais do que deveria,
aos amigos que me fazem sorrir numa mesa de bar,
aos flertes que me fazem crescer o ego,
aos galenteos, elogios, críticas, às dores que esmagam
E encobrem o que há de melhor em mim – a amizade
o respeito e o amor, que devo e deverei sempre
nutrir por mim mesma e pelo próximo.

22 de mai. de 2011



Eu te vi por aí.
Encontrei teus olhos.
Senti tua respiração.
Ouvi tua voz que me soou tão doce.
Num momento meio perdido
Eu estava naquele lugar.
A desesperança cegava-me os olhos
Que me sobressaiam aos sentimentos.


Tua forma carinhosa e elegante de ser
Encantou o ar e num despertar

Notei tua presença leve e segura.
Assim, meus dias têm sido preenchidos:
De belas formas, de carinho, atenção.
Experimentei uma nova sensação,
por mim desconhecida.
Um querer claro, de cores menos fortes,
Mas, verdadeiras e sem compromissos.
Um querer que me faz tão bem,
Um querer que me cura de loucuras,
De atitudes passionais, de entender o amor
Inocente, maduro e puro
que não transpõe montanhas,
mas, é capaz de crescer em cada palavra
formada por sílabas tão bem cultivadas.

8 de mar. de 2011

28 de fev. de 2011

Sensualmente feliz


Sentia-me feliz, tão feliz, que a felicidade exalava-me
pela pele quente e doce.
O perfume forte de essência máscula bailava no ar leve e sensual.
Eu não saberia dizer de onde vinha, apenas que estava lá.
Era impossível não senti-lo, inebriante, excitante, sedutor.
Minha imaginação revirava as cores do arco-íris
Numa busca incansável e frenética.
Tudo ao meu redor levava à crença de que seria o momento mágico,
Aquele, onde os pássaros haveriam de agitarem-se felizes.
Como se numa festa ou cerimônia afrodisíaca.
Assim, tive certeza: esperaria por você.
Ainda que a derradeira madrugada fosse qualquer estação,
ainda que em sonho ou delírio de uma imaginação.

23 de fev. de 2011

Nos trilhos


O caminho pra aonde vou, não vejo,
Apenas sinto: forte, robusto e ardente.
Nas cores que imagino incolor ele veio
No céu eu vejo as estrelas solitárias e
Os satélites respondem num eco surdo.
No mar, os peixes saltam em coro,
os golfinhos cantam, ouço e respondo
E ele não está lá também.
Os trilhos anunciam a chegada de mais
Um trem que vem de longe, de perto, logo ali.
Minhas expectativas ficaram na estação anterior.
Encontrou outro bem, abraçou outro amor.
Ficarei aqui, esperando o próximo – trem.

22 de fev. de 2011


É tarde.
Onde estás que não me vês?
Faz-se o silêncio e em que pensas que não percebo?
Chega o vento frio, o que te aquece, congelas?
Pintas de negro o céu e em que sonhas.
Põe-se a noite triste e o que te anima, sofres?
Estou aqui. Veja!
Em ti que penso, sinta!
Tua memória que me agasalha.
Com o teu beijo que sonho.
Nosso reencontro que me alegra.
Não sentes? Não percebes?
Não acreditas? Não queres?
Cheguei até ti como a brisa de Outono.
Talvez, apenas para dizer que te amo.

20 de fev. de 2011