29 de mai de 2009

Segui teus passos pensando
Que soubesses aonde ir
Senti-me em teus sonhos
Perdida sem saber que direção seguir.
Mundos estranhos nas palavras que eu ouvi
No fundo dos meus olhos sob pedras de gelo
Descobri que falar de amor não é amar

Faltou-me o chão, caí em pedaços.
Derreti em teus lábios sentindo o chão
Sumir embaixo dos meus pés
Dias que eu inventei, pois sei.
Que você vive das mentiras
Que eu acreditei.

28 de mai de 2009

Boas iniciativas - Blogagem Coletiva " Diga Não a Erotização da Criança"



Encontro muitas dificuldades para escrever sobre crianças. Razões minhas, talvez certo trauma de assistir no dia-a-dia o que vem acontecendo. Por essa razão, ressalto apenas o grande apelo sexual que as músicas e a TV vêm trazendo às crianças de todo o mundo, particularmente, às nossas.



Destaco aqui trecho da música “Beijar na Boca” da Claudia Leite




Para quem não conhece a música, o refrão é o seguinte:
“Eu quero mais é beijar na boca
Eu quero mais é beijar na boca (eu quero mais)
Eu quero mais é beijar na boca
E ser feliz daqui pra frente… pra sempre (2x)”



Sem falso moralismo, entendo que existe o momento certo para cada elemento em nossa vida e essas músicas são exaustivamente tocadas em festinhas infantis e escolas.



2006

Diálogo pode prevenir a erotização infantil
Correio do Povo - 28 de novembro de 2006

A campanha contra a erotização infantil desenvolvida por 32 instituições - encabeçada pela Associação dos Juízes do Estado e pelo Ministério Público - levou orientações ontem a professores e alunos da Capital. O titular da 3ª Vara do Juizado da Infância e da Juventude da Capital, juiz Leoberto Brancher, idealizador do projeto, abordou as conseqüências negativas da sexualidade precoce e as formas de evitá-la.

A palestra, na Câmara de Vereadores de Porto Alegre, foi acompanhada pelas escolas São Pedro e Rio de Janeiro e por dirigentes de instituições ligadas ao público-alvo da campanha. Brancher afirmou que a legislação e o Estatuto da Criança e do Adolescente tentam evitar os casos de violência através de abordagem punitiva, que tende à desresponsabilização. A campanha, por outro lado, propõe estabelecer o diálogo como forma de prevenção.

A presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Criança e do Adolescente, Maristela Maffei (PSB), destacou a relevância da discussão para que a infância não seja abreviada. 'A erotização da criança prejudica na formação do adulto', frisou. Para ela, a sexualidade precoce favorece casos de gravidez em adolescentes e a contaminação de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), como a Aids.

O diretor do Departamento Estadual da Criança e do Adolescente (Deca) da Polícia Civil, Paulo de Tarso Castro Araújo, relatou ser comum o atendimento de ocorrências decorrentes de erotização infantil e abuso sexual. 'A maior parte tem familiares envolvidos', disse. O material da campanha já foi enviado a escolas da Capital para estimular o debate do tema.



Campanha quer uma Política Nacional para incluir socialmente crianças em situação de moradia nas ruas.


O "Comitê Nacional Criança Não É de Rua” se reuniu em Fortaleza, com a coordenação do "Movimento Nacional da População de Rua" (MNPR) para discutir meios de dar visibilidade ao tema da criança em situação de rua. Essa realidade deve ser tratada como uma política pública do Estado. A criança abandonada de hoje é o adulto morador de rua de amanhã", ressaltou Anderson Lopes Miranda, fundador e coordenador do MNPR.


O levantamento do MDS 2008 revela que Fortaleza possui 1.700 moradores de rua adultos e a Pesquisa da Equipe Interinstitucional de Abordagem de Rua 2007 detecta 411 crianças e adolescentes em situação de moradia nas ruas, ou seja, moram nas ruas separadas do convívio com a família. Essa realidade motivou a "Campanha Nacional Criança Não É de Rua" a cobrar a construção de uma Política Nacional para a Inclusão desta população.


CRIANÇA NÃO É DE RUA!


Jornal O Povo - CE23/7/2008
Bernardo Rosemeyer
Coordenador Geral da Campanha Nacional Criança Não é de Rua


Essas crianças advêm de famílias paupérrimas, todavia nenhuma criança encontra-se nessa situação unicamente em virtude da pobreza dos pais!Não há crianças de rua. Só há crianças maltrapilhas que não conseguiram mais permanecer junto a sua família e foram à rua em busca de um lugar para morar. Essas crianças advêm de famílias paupérrimas, todavia nenhuma criança encontra-se nessa situação unicamente em virtude da pobreza dos pais! Se fosse assim, no Brasil realmente teríamos milhões de crianças morando nas ruas. Estima-se que o universo infanto-juvenil em situação de moradia na rua contabiliza algo em torno de uns 25.000 no Brasil inteiro. É só uma estimativa grosseira baseada em pesquisas pontuais e deduções, pois até a ONU vem criticando o Brasil quanto à ausência inacreditável de um monitoramento da quantidade das crianças e adolescentes que vivem e moram nas ruas. Avançamos quanto ao atendimento de outros segmentos infanto-juvenis em situação de risco. Quanto à criança que mora na rua, as nossas ações continuam mais que tíbias.


Como enfrentar a questão em nível nacional: Em primeiro lugar temos que garantir a presença de educadores sociais no espaço da rua. Mas nada feito se esse profissional não dispõe de alternativas à vida na rua para as crianças e adolescentes. Urge, portanto, um investimento de peso no âmbito de uma política preferencial para as famílias que têm filhos ou filhas que moram nas ruas para engendrar uma melhoria substancial nas condições de vida e garantir o retorno da criança e do adolescente a sua referência familiar. Constatado, porém, que o retorno à família não é possível, para a criança moradora de rua, uma política de acolhimento é imprescindível. Denunciamos que no Brasil há poucas entidades capazes de acolher crianças que se encontram em situação de moradia na rua! Não dá para entender uma vez que o investimento não é tão alto comparado com os gastos de reclusão de um adolescente infrator que é em torno de R$4.000,00 por mês!


Eu gostaria que daqui a alguns anos as pessoas ficassem admiradas ao ouvir que antigamente, ainda no ano de 2008, havia nas cidades grandes crianças abandonadas, sujas e esfarrapadas, de olhos tristes e cansados e dormindo agachadas em cima de um pedaço de papelão e cobertos por sua camiseta de tamanho GG, afogando seus sonhos num saquinho repleto de cola de sapateiro.

25 de mai de 2009




Eu preciso de tua manhã
para ver o pôr do sol nascendo
por trás do horizonte
Eu preciso de tua luz
para iluminar minha escuridão

Eu preciso dos teus sonhos
para livrar-me deste pesadelo
que é de não te ter
- toda vez que clamo por teu nome.

22 de mai de 2009



“Se te for possível
Faça-me pedir teu amor
Implorar tua companhia
Gritar de abandono quando não estiveres
Faça-me ficar calada
Ouvindo meu coração pular de alegria
Ao sentir tua presença ao te ver chegar
Se te for possível sejas meu doce
Minha bala açucarada, meu presente, meu futuro
Minha bola de cristal - o meu amor
Faça-me ficar emocionada, chorar,
Delirar, gemer de tesão
Uivar de prazer, desfalecer nos teus braços
Precisar do teu carinho, consolar-me contigo
Cuidar de você,
Sorrir diante das flores,
faça-me ficar apaixonada
Ponha-me em xeque-mate de desejo
quero ajoelhar-me aos teus pés
ser tua viver um sonho
sem escrúpulos, sem pudores
estar feliz por teu amor.
se te for possível
faça-me crescer, viver
faça-me mais Mulher”


Adaptação

20 de mai de 2009

Momento a Dois – Dois Momentos não iguais


Blogagem Coletiva proposta

por "Ela" do


Face a face em momentos a dois
Dividíamos os lençóis mais uma vez
Sentindo os toques na pele
O forte calor dos corpos
Vibram amados e desejados
Sem explicação entras em erupção
Nesta arte tu superas a todos
Despe-me com teus olhos em volúpias
Aquece-me com tuas mãos
Meu corpo nu anatômico e frenético
Entre sussurros e beijos
Afagamos a saudade
Esquecidos pelos caminhos
Tortuosos do desejo insano
Às nuvens fomos visitar
Tuas fantasias se materializaram
Em minha presença.
O que explodia transformara-se em suavidade
dos caminhos nas sedas das vestes
vilmente jogadas no leito cúmplice
na magia desse momento a dois.


Foram tantos os momentos num tempo
Que jamais se definiu. Noites e dias.
Lua e sol numa briga exaustiva.
Estrelas brilhando num cintilar fosco
Era um misto de alegria e tristeza
Era a certeza de um vácuo
Onde a escuridão da incerteza
Cuidava com cautela e sutileza
Neste jogo em que o nada vencia
O amor era o mestre e o juiz
Entre as duas almas que nos cercavam
Campo onde os jogadores
eram os maiores perdedores
e o sentimento o último colocado.
Nem me conhecia,
sequer sabia quem eu era
dentro de um enredo sem cor, sem som.
Diante de fatos, atos,

encontros e desencontros:
Sobrevivi ...

17 de mai de 2009

Você, um segredo


Meu grande segredo é feito de neve que derrete
Transforma-se em água e corre para o rio.
É feito de vento, sopra forte, as folhas saem
É feito de nuvens livres, chove e em gotas caem.

Meu grande segredo é um grande desejo,
quanto maior o corpo dói, é feito de carinho,
constrói a alma e a luz.
É feito de paixão, sonha, faz sofrer.
É feito de ilusão, solidão faz doer.
Meu grande segredo, talvez seja você.

15 de mai de 2009

Como é que é José?




Você pensou que fosse fácil, não foi?

José era um rapaz de classe média, morador da Tijuca no Rio de Janeiro. Desde pequeno levava uma vida tranqüila com sua família típica daquelas da época. Estudava em bons colégios e sempre tivera atenção de seus pais, pois era o único filho.

Gostava de jogar bola. Os estudos eram levados meio como se diz na gíria: “nas coxas”, ainda assim tirava boas notas e conseguira cursar o nível superior. Antes disso, teve algumas oportunidades no esporte o que lhe rendeu alguns troféus, medalhas e até um título de Campeão Brasileiro de Futebol de Salão. Casou-se e teve filhos, não pensou ainda em escrever um livro e nem na árvore que deveria plantar...

Mas, cresceu e conheceu outros amores, frustrou-se profissionalmente, e o tempo passou, sempre com lembranças do “ídolo”, amigos passavam e lembravam de momentos onde os dribles eram seguidos por aplausos e brincadeiras, nas disputas por uma bola que o tempo seguraria dando passagem aos problemas de saúde. A trave hoje são reflexos dos curativos nos muitos ferimentos produzidos por cirurgias constantes, as pernas já sem músculos, descansam na cama sua fraqueza frente a debilidade.

Sem sentir o cheiro da grama, nem ao menos a poeira dor ar. Seu paladar modificado pelas transformações ocorridas nas mandíbulas, sente o gosto e perdem o prazer que era tão peculiar a você de morder um suculento churrasco.

E agora José? Restou-lhe a esperança oriunda das mãos humanas, dos moldes, das formas milimetricamente desenhadas, do afinco que virá tudo em prol de fazer valer este homem que sempre foi o guerreiro de uma vida de lutas, né José?

12 de mai de 2009

Convite irrecusável !!

Já recebi o link e lógico que vou participar
MOMENTOS A DOIS !!
Dia 20/05/2009
E você?
hummm...Tema quente. Aguardem

10 de mai de 2009

Foto tirada de minha janela em 09/05/2009

A Lua é testemunha de tantas alegrias e tristezas
Tantos sonhos sentidos e realizados, outros nem tanto...
Essa Lua, que tão longe parece e ao mesmo tempo enorme.
Tão perto de nós causa felicidade, frisson com seus efeitos.

Boa semana a todos.


9 de mai de 2009

Mãe, meu tudo!




Eu seria capaz de encher essa página em fração de segundos, para falar tantas coisas, dessas que transbordam em nossos corações e os lábios não obedecem tamanha emoção e ternura.

Dessa vez, desejo que minha mensagem alcance uma pequenina mulher.

Sim, ela é pequena na estatura, mas a grandeza de sua alma e coração é imensa.

Sei até que sou suspeita pra ditar com propriedade tais adjetivos, mas insisto e grito aos cantos e aos ventos:

- Ela é a mulher de fibra que me criou, com muita honradez e trabalho, suor e lágrimas, sorrisos e dor, mas ela sorri.

Ela sorri sempre. Suas faces rosadas, seus olhos azuis e tão claros que nos confundem com suas lentes já tão avançadas, mas ela sorri.

Hoje Mãe, esse espaço é todinho seu, porém não quero escrever demais, porque sei que você sabe de meus textos sem ler e os conhece tanto que entra e os pega dentro do meu coração quando quer.

Leve de mim, mas esse ano de carinho e junte em seu cofrinho do tempo , que sua filha TE AMA e nada mudará isso.

6 de mai de 2009


Existe um lugar alto, claro e bonito.
Fica ao pé da colina.
Subida da trilha em que encontro a lua.
Certa noite, quase a segurei, sonhei...
Pensei em compor uma música
Tocar violino, soprar minha voz
ainda que rouca, fazer soar um canto
que alcançasse aquela beleza
Embargou-me as cordas.
Perdeu-se no agudo grave
das notas que lhe davam cor.
A Lua foi embora, se escondeu
como testemunha desse sentimento
que floresce a cada anoitecer.

5 de mai de 2009

Bela Iniciativa



Plano Mater – socorro às crianças?

Por iniciativa do Presidente do TJERJ, será executado um plano de ação a fim de mapear a situação das cerca de 4.000 crianças e adolescentes que vivem em abrigos no Estado do Rio. O primeiro passo será uma reunião convocada pelo presidente do TJ, desembargador Luiz Zveiter com os 92 prefeitos municipais do Estado e também contará com a participação de secretários de Assistência Social e dos juízes das Varas da Infância, da Juventude e do Idoso.

O projeto, que está sendo chamado de "Plano Mater", foi elaborado pela desembargadora Conceição Mousnier, que assumiu a coordenação da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja) em fevereiro, por designação do desembargador Luiz Zveiter. A meta final do programa é inserir a criança na sua família de origem ou encaminhá-la para adoção, quer seja nacional, quer seja internacional. A desembargadora afirmou que a família é a "célula mater" da sociedade.

"O contingente de crianças e adolescentes que permanecem institucionalizadas nas casas de abrigo, embora configurado o absoluto abandono por parte da família de origem, é o retrato de uma realidade que milita na contramão dos avanços sociais da Constituição Federal de 1988", afirmou a coordenadora da Ceja.

Segundo ela, a partir de maio uma equipe de profissionais percorrerá todos os municípios do Estado. No interior, cada cidade tem em média dois abrigos. "Em muitos deles há crianças e adolescentes de 0 a 17 anos e algumas estão há mais de 10 anos na instituição", observou a desembargadora.

“Raio X dos abrigos e abrigados resultará em política de ação do TJRJ”

"O Plano Mater culmina no estabelecimento de diretriz institucional a ser traçada pelo desembargador Luiz Zveiter, que definirá ações dirigidas aos magistrados e demais atores envolvidos com a promoção e defesa dos direitos da criança e do adolescente à convivência familiar e comunitária", explicou a desembargadora.

Para ser desenvolvido, o Plano Mater contará com a ajuda de parceiros, como prefeituras, conselhos tutelares, conselhos de defesa dos direitos da criança e adolescentes e instituições de ensino. Grupos profissionais, integrados por psicólogos e assistentes sociais, também participarão do projeto e serão supervisionados por um serventuário da Justiça, indicado pelo juiz da Infância e Juventude de cada comarca.

Política à parte, essa humilde blogueira aqui, também serventuária de uma justiça um pouco inerte, parabeniza e fica feliz com a iniciativa que - se sair do papel e não for desativado depois do mandato - será de muito valor para essas que são as maiores vitimas de uma sociedade que vem se marginalizando diante da falta de bom senso e humanidade. Para tudo tem um começo.


"A rosa de Hiroxima

Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroxima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada. "

Vinícius de Moraes

3 de mai de 2009

Depois da chuva

Meus passos estão apressados
Neste caminho que tento secar
Nem mesmo as solas dos pés reclamam
Voltou o sol, queima a pele, avisto o mar.
A imensa profundidade desse mar me faz leve
Traz em mim um abraço quente
Desfaz a gota que desce dos olhos.
"


Ontem eu chovia quem diria?
A nuvem parecia chorar, no calor da tarde.
Entre as letras, verdades surgiam.
Num relâmpago e outro os lápis estremeciam.
Amanheceu e a aurora clareou o mar
Entre versos e rimas.


Ouviam-se notas de músicas no ar.
E na manhã a chuva parou.
Somente eu ainda chovia na saudade
Que a areia trazia.
Meus sonhos moravam nas poças
Dessa chuva que de mim insistia