8 de mar. de 2011

28 de fev. de 2011

Sensualmente feliz


Sentia-me feliz, tão feliz, que a felicidade exalava-me
pela pele quente e doce.
O perfume forte de essência máscula bailava no ar leve e sensual.
Eu não saberia dizer de onde vinha, apenas que estava lá.
Era impossível não senti-lo, inebriante, excitante, sedutor.
Minha imaginação revirava as cores do arco-íris
Numa busca incansável e frenética.
Tudo ao meu redor levava à crença de que seria o momento mágico,
Aquele, onde os pássaros haveriam de agitarem-se felizes.
Como se numa festa ou cerimônia afrodisíaca.
Assim, tive certeza: esperaria por você.
Ainda que a derradeira madrugada fosse qualquer estação,
ainda que em sonho ou delírio de uma imaginação.

23 de fev. de 2011

Nos trilhos


O caminho pra aonde vou, não vejo,
Apenas sinto: forte, robusto e ardente.
Nas cores que imagino incolor ele veio
No céu eu vejo as estrelas solitárias e
Os satélites respondem num eco surdo.
No mar, os peixes saltam em coro,
os golfinhos cantam, ouço e respondo
E ele não está lá também.
Os trilhos anunciam a chegada de mais
Um trem que vem de longe, de perto, logo ali.
Minhas expectativas ficaram na estação anterior.
Encontrou outro bem, abraçou outro amor.
Ficarei aqui, esperando o próximo – trem.

22 de fev. de 2011


É tarde.
Onde estás que não me vês?
Faz-se o silêncio e em que pensas que não percebo?
Chega o vento frio, o que te aquece, congelas?
Pintas de negro o céu e em que sonhas.
Põe-se a noite triste e o que te anima, sofres?
Estou aqui. Veja!
Em ti que penso, sinta!
Tua memória que me agasalha.
Com o teu beijo que sonho.
Nosso reencontro que me alegra.
Não sentes? Não percebes?
Não acreditas? Não queres?
Cheguei até ti como a brisa de Outono.
Talvez, apenas para dizer que te amo.

20 de fev. de 2011

23 de dez. de 2010

3 de nov. de 2010

19 de out. de 2010

Um fim assim


Pedaços de vida que foram rabiscados apenas para o seu prazer, em telas e papéis enviados, em envelopes usados, pequenos poemas e palavras um tanto sem nexo deixando de fora uma pessoa amargurada e complexa.

Pena que havemos de fechar as portas, colher as flores dos jardins antes que murchem de vezes; trancar a janela por onde olhávamos nos olhos e dizíamos palavras silenciosamente de ternura. Não. Hoje, restou-nos a amargo que cresceu nessa árvore que nutrimos sem preocupações e devidos cuidados. Frutos podres apareceram e contaminaram o resto da colheita...
Como num belo e lindo filme, cujo final choramos porque alguém morreu, não foi possível adubarmos nosso solo e fazê-lo firme para suportar as dores causadas por uma paixão sem chão...

Mnilza
29/11/2006

15 de out. de 2010

14 de out. de 2010

Tantas palavras!


Segui os teus passos pensando
que soubesses o caminho.
Vi-me em teus sonhos perdida,
sem direção a seguir.
Mundos tão estranhos,
Passos errantes, nas palavras ouvi
no reflexo de teus olhos,
afogados em gelo eu descobri:
Falar de amor não é amar,
Nem tampouco querer ninguém
Cai em pedaços, grãos de areia
carregados por marés onduladas
Derreti em teus lábios sentindo
o chão sumir sob meus pés.
Esqueci dos dias do verão que inventei
e sei que tu vives das mentiras que acreditei.