15 de mai de 2009

Como é que é José?




Você pensou que fosse fácil, não foi?

José era um rapaz de classe média, morador da Tijuca no Rio de Janeiro. Desde pequeno levava uma vida tranqüila com sua família típica daquelas da época. Estudava em bons colégios e sempre tivera atenção de seus pais, pois era o único filho.

Gostava de jogar bola. Os estudos eram levados meio como se diz na gíria: “nas coxas”, ainda assim tirava boas notas e conseguira cursar o nível superior. Antes disso, teve algumas oportunidades no esporte o que lhe rendeu alguns troféus, medalhas e até um título de Campeão Brasileiro de Futebol de Salão. Casou-se e teve filhos, não pensou ainda em escrever um livro e nem na árvore que deveria plantar...

Mas, cresceu e conheceu outros amores, frustrou-se profissionalmente, e o tempo passou, sempre com lembranças do “ídolo”, amigos passavam e lembravam de momentos onde os dribles eram seguidos por aplausos e brincadeiras, nas disputas por uma bola que o tempo seguraria dando passagem aos problemas de saúde. A trave hoje são reflexos dos curativos nos muitos ferimentos produzidos por cirurgias constantes, as pernas já sem músculos, descansam na cama sua fraqueza frente a debilidade.

Sem sentir o cheiro da grama, nem ao menos a poeira dor ar. Seu paladar modificado pelas transformações ocorridas nas mandíbulas, sente o gosto e perdem o prazer que era tão peculiar a você de morder um suculento churrasco.

E agora José? Restou-lhe a esperança oriunda das mãos humanas, dos moldes, das formas milimetricamente desenhadas, do afinco que virá tudo em prol de fazer valer este homem que sempre foi o guerreiro de uma vida de lutas, né José?

9 comentários:

Ric disse...

E agora José??
Tu tafú, hein? hehe.

Beijos.

Adolfo Payés disse...

que hermoso lo que nos entregas.. se siente tu escrito en el alma..

besos
saludos fraternos con mucho cariño
un abrazo inmenso

que tengas un buen fin de semana

Ernani Netto disse...

Triste ver uma pessoa ativa, principalmente quem gosta de praticar exercício, definhar em uma cama... Muito triste!

Bjaum

Miss Buterfly disse...

Que história guria!!!!

Como será que foi o fim desse José?! Ou será que ainda ñ houve um fim?!

Tudo show de bola por aqui!!!

Beijinhoss

luzdeluma disse...

hahahaha adorei o cãozinho!!

Que triste a situação do José. Acho que a mãe olha e lembra o bebê, os sonhos que projetou, as corridas em volta da bola e das meninas. E agora, José?

Bom fim de semana! Beijus

Luciana disse...

E agora José?

A vida passou por ele, aproveitou o que deu e hoje não é mais como antes... o tempo não fica estático.

História dramática essa tua...

Beijo!

Desnuda disse...

E fica mesmo a pergunta...E agora Jose? Maravilhoso texto, Nilza!


Grande beijo.

Daniel Savio disse...

Mas o que o José sofre, parece que é uma doença degenerativa...

Fique com Deus, menina M. Nilza.
Um abraço.

Ausência Instável disse...

A historia é simples, mas é gostosa de se ler, é uam pessoa que viveu momentos intensos por aquilo que gpsta de fazer, e é isso que ele mais gostava de fazer, é triste ver um final assim, mas creio que José, téra sempre historias e não ESTORIAS ( contos) para dizer aos netos de seus filhos.

Traduzindo: O amanhã sempre Virá.
Adoreiiiiii, aliás AMEIIIIII viu nilza, Escreveu muito BEMMM!!!

Um bjaum
Aguardo-te!