7 de abr de 2009

Inicio de uma bela e confusa história



Eles se conheceram e não eram livres.
Desataram os nós e abriram as algemas que os separavam.
Juntaram-se num amor louco e polêmico, cheio de conflitos.
Muitas viagens à lua e à terra. Venceram e permaneceram
Juntos e cuidando de todos os frutos, espinhos que surgiam.
O tempo passou. O amor era vencido pelas tentações
que a vida lhes trazia. Já não sabiam ao certo o que era amor,
sentimento curtido pela convivência ou outra coisa qualquer.
Nessa confusão – perderam-se.
Atropelavam os acontecimentos.
Esqueceram as flores e o perfume que coloriam
aquele grandioso sentimento.
Tempo ingrato e cruel.
O mesmo que os trouxeram de volta
Que após tantos anos, conseguem mostrar
a beleza dos cabelos brancos
Das mãos cansadas,
da cabeça meio tonta pelas mudanças.
Do sorriso entrecortado pelas dores
A mágoa sendo vencida pelos minutos
Segundos importantes, o tempo que não espera mais
A união jamais formalizada.
A vontade de consagrar esse tempo – uma aliança.
O inicio de uma vida melhor.

6 comentários:

Pena disse...

Simpática Amiga:
O seu delicioso texto feito pelas suas mãos lindas e de talento imenso, fizeram-me lembrar do livro de Jean Paul Sartre: "A Idade da Razão"...
Uma realidade controversa, uma falsa liberdade humana e uma privacidade do sentir coartada.
São assuntos sérios que urgem ponderar com sensatez, sobriedade e bom-senso. VOCÊ, linda amiga, faz isso com genialidade.!
As suas palavras são cristalinas, puras e extraordinárias, ao leitor atento. Uma sensibilidade linda num texto profundo e caracterizado pela reflexão existencial que nos catapulta para a sua beleza e pureza pessoal, social e humana.
Parabéns sinceros.
Beijinhos de respeito, estima e imensa consideração.
Com admiração e maravilhado

pena

OBRIGADO pela simpatia no meu blog.
Bem-Haja, amiguinha doce!

Anônimo disse...

Ouço agora na Rádio Itatiaia uma música interpretada por Dalto, chamada "Muito Estranho", depois da mesma rádio tocar John Lennon, com "Imagine" (Estranhamente duas contradições em dez minutos de trilha). O amor é turbulento - haja vista Antonio Benitez, personagem de Pedro Almodóvar em "A Lei do Desejo" - e quase tenho um deleite ao terminar o dia com "Vitoriosa" de Ivan Lins. Por isso, por achar tão difícil falar e dizer coisas que não podem ser ditas e porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado, olhei pra você fixamente por instantes. Tais momentos são meu segredo.
Houve o que se chama de comunhão perfeita. Eu chamo isto de estado agudo de felicidade.
Preciso dizer que adoro esse seu jeito de achar que a vida pode ser maravilhosa?

bj,
L.

Ana Lu disse...

Se houver amor, sempre há esperança de união
;D
Que bom que o fim dessa história está sendo feliz!
Fim não.. Amor é sempre começo
;D
Bjo!

Daniel Savio disse...

Todos os amores reais passam fases de superação dos problemas, mas o que importa que ele volta mais fortalecido...

Fique com Deus, menin M. Nilza.
Um abraço.

Olavo disse...

Passando para desejar uma ótima quarta..
Ainda não estou podendo ler os blogs amigos
Minha conexão aqui é ruim...mas volto para ler
Com mais atenção..
Beijão

Janaína Vianna disse...

Muitos amores não formalizados são tão gigantes e maiores que os formalizados,disso bem sei...